Faz tempo que o Google tem cutucado a Microsoft com o lançamento de produtos similares (e, geralmente, superiores) aos oferecidos pela gigante de Redmond, como seu navegador (Google Chrome), seu “office” online (Google Docs) e agora também com sistemas operacionais (Android para celulares e Chrome OS para computadores).
Claro que a Microsoft não iria deixar barato e também decidiu se aventurar com mais afinco nos domínios da busca na internet com o lançamento de seu novo sistema de busca, o Bing.
Tudo isso é noticia velha. Só que tenho lido muitos comentários bons a respeito do Bing, então decidi fazer um test-drive de seus serviços e ver como se compara com a ferramenta que já estou habituado.
Depois de um mês fazendo buscas comparativas, eis minhas constatações:
1 – O Bing está anos-luz de distância da antiga ferramenta de busca da MS, o MSN. Simplesmente muito melhor.
2 – Embora tenha melhorias em comparação à competição, o Bing decepciona nas buscas. Além de falhar muitas vezes em procuras muito diretas de sites grandes, muitas vezes o rank de sites não reflete a importância deles e o que é pior, simplesmente ele não sabe diferenciar sites normais de sites pornográficos, independentemente da procura.
3 – Em compensação, gostei bastante da busca por imagens. Esse possui um belo recurso de restrição da procura baseado na escolha de uma das imagens que aparecem na primeira busca, o que ajuda imensamente na hora de separar o que interessa do que não.
Enfim, por enquanto, o reino do Google como ferramenta de busca não se encontra ameaçado – pelo menos em meu computador.
Se você tem uma opinião diferente, não deixe de comentar!
Abaixo, seguem algumas capturas de tela que fiz durante minha experiência, exemplificando meus pontos.

O Google deu preferência para a organização Free Freehand, que possui o domínio homônimo, enquanto o Bing deu preferência provavelmente à maior procura por software pirata.

Na procura direta por essa revista, o Google posicionou o link correto ainda na primeira página. Já no Bing, foi necessário ir até 4ª.

Nesta procura pelo popular jogo online Lord of the Rings Online, o Google acerta de primeira. O Bing não conseguiu encontrar o resultado correto.

O Bing demonstra uma propensão a mostrar links relacionados a sexo, mesmo que esse resultado não tenha a menor ligação com a busca original. E isso ocorre com muita rapidez, note a posição na procura onde começam esses resultados.

O que o Bing acerta: na procura de imagens, é possível estreitar a busca simplesmente selecionando a imagem que mais se adequa ao que se quer e pedindo para ele mostrar resultados semelhantes.
Claro que aqui só mostrei o momentos de discrepância entre as duas ferramentes. Em muitos casos, a qualidade das pesquisas das duas ferramentas foi semelhante, mas dada a freqüência em que essas diferenças aconteceram, tomei o partido de que tomei.