A metodologia da borboleta
19.nov.2009
No universo dos designers gráficos, cada um tem seu estilo e isso vale não somente para a linguagem como para a metodologia para a criação.
Eu, por exemplo, vejo como meu método de criação algo como a metamorfose da lagarta para a borboleta. Isso porque eu acredito que a fase de criação deve ser de internalização e concentração e que portanto deve ser protegida das interferências externas, como se fosse um casulo.
Digo isso, porque muitas vezes sinto a pressão do cliente para acelerar a entrega ou mesmo mostrar as etapas da evolução da criação antes que esta esteja terminada. É claro que se você quebra um casulo, o que você vê dentro é uma mistura inacabada e amorfa entre lagarta e borboleta, além de possivelmente ter impossibilitado que essa transformação seja terminada. Da mesma maneira, criação não finalizada não deve servir de referência para o cliente, pois o mesmo não terá na cabeça todos os conceitos envolvidos e que nortearam a criação e terá dificuldade em extrapolar o inacabado em algo acabado. Isso só vai gerar dor de cabeça, pois o cliente vai achar que você não sabe o que faz, vai temer que o trabalho fique um lixo e etc, além de provavelmente querer interferir, impossibilitando que a criação se conclua do jeito que deveria acontecer e provavelmente a transformando num frankenstein.
É por isso que é necessário ter paciência e saber instruir o cliente a tê-la também, pois tudo tem seu tempo de maturação, inclusive o trabalho do designer.




